ALBUQUERQUE, Adenilson de Barros de; FLECK, Gilmei Francisco. CANUDOS: conflitos além da guerra - entre o multiperspectivismo de Vargas Llosa (1981) e a mediação de Aleilton Fonseca (2009). Curitiba-PR: Editora CRV, 2015.

Cristian Javier Lopez

Resumo


O livro Canudos: conflitos além da guerra (2015), de Adenilson de Barros de Albuquerque e Gilmei Francisco Fleck, apresenta uma série de leituras do evento histórico que ficou conhecido como Guerra de Canudos (1896-1897). Os autores realizam esse passeio pela temática a partir de obras literárias que, à exceção de Os jagunços (1898), de Afonso Arinos, dialogam em alguma medida com o clássico Os sertões (1902), de Euclides da Cunha. Eles defendem a tese de que há, após o texto euclidiano, dois marcos fundamentais nas escrituras dessa temática representados pelos seguintes romances históricos: La guerra del fin de mundo (1982), do peruano Mario Vargas Llosa, e O pêndulo de Euclides (2009), do brasileiro Aleilton Fonseca. Assim, primeiramente, Os sertões surge como o grande revelador de um contexto do interior brasileiro, em grande medida, desconhecido para o Brasil oficial, geograficamente situado nas principais cidades do litoral do país. Em segundo lugar, La guerra del fin del mundo busca dar conta dos discursos inerentes às mais variadas facetas sociais, políticas, culturais, etc., relacionadas, direta ou indiretamente, à Guerra de Canudos. Por último, O pêndulo de Euclides representa o encontro amigável entre o Brasil acadêmico e a realidade sertaneja presente na cidade de Canudos em pleno século XXI. Tais configurações escriturais distintas conformam, segundo o exposto pelos autores, modalidades distintas de escrita híbrida de história e ficção. Desse modo surge o subtìtulo da obra: “entre o multiperspectivismo de Vargas Llosa (1981) e a mediação de Aleilton Fonseca (2009)”, aspecto teórico que o texto elucida com precisão ao longo de sua tessitura.

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