A cultura espanhola sob a censura franquista

  • Michele Fonseca de Arruda Universidade Federal Fluminense

Resumo

A Guerra Civil, que assolou a Espanha entre os anos de 1936 e 1939, e a posterior implantação do regime totalitarista que dominou a nação por quase quatro décadas, figuram entre um dos eventos mais catastróficos no que tange ao impacto causado na história do país ibérico. Os anos da Era Franco foram tempos difíceis, marcados pela perseguição da liberdade civil e pela criação de um forte esquema repressivo de controle e direcionamento ideológico e cultural. Neste artigo, buscamos relatar como o aparato censório franquista tentou aniquilar toda produção literária espanhola e o legado artístico idealizado durante a II República. Contudo, uma gama de escritores que permaneceram ativos em um país silenciado pela ideologia que emanava do poder central, se viram compelidos a utilizar todos os recursos de que a arte dispunha para despistar os órgãos censores e fazer valer seus ideais.

Biografia do Autor

Michele Fonseca de Arruda, Universidade Federal Fluminense
Doutora em Literatura Comparada pela UFF, Mestre em Letras (Literaturas Hispânicas) pela mesma instituição e pós graduada em Literatura Espanhola Contemporânea pela UFRJ. Atualmente exerce o cargo de Professora de Língua Espanhola na Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC/Macaé) e no Pré-vestibular social da Prefeitura Municipal de Macaé. 
Publicado
2018-12-20
Seção
Varia